Workshop “Comunicar é possível para todos”

Painel de Oradores
“Comunicar é Possível para Todos”. Foi esta a principal mensagem que se pretendeu passar no workshop que se realizou no dia 18 de Abril no auditório 2 da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS). A iniciativa partiu do núcleo de Educação Social e tinha como objetivo angariar dinheiro para os alunos comprarem trajes académicos. O Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) não pôde deixar de participar.
O workshop abordou temas como a comunicação acessível, a língua gestual portuguesa e o braille, tendo como oradores a doutora Célia Sousa, o Dr. Luís Vicente e o Dr.Renato Coelho.
Para a doutora Célia Sousa, as pessoas “não precisam de dizer uma palavra para comunicar”. Só em Portugal existem mais de 68 000 indivíduos que não utilizam a linguagem verbal.
As formas alternativas de linguagem não são apenas destinadas a quem nasce com alguma deficiência. São também úteis para os turistas que não dominam a língua, para desenvolver a linguagem das crianças pequenas ou até mesmo para os idosos que têm baixa visão, demência ou baixa escolaridade.
No caso dos portadores de deficiência, estas ajudas vão permitir que se tornem mais autónomos porque podem comunicar as suas próprias ideias, escolhas e opiniões.
Se alguns produtos de apoio são caros, existem alternativas que se podem utilizar, como por exemplo miniaturas, objetos do dia a dia ou até mesmo cartões com pictogramas feitos em casa.
A maior dificuldade, no entanto, prende-se com a sociedade. A maior parte dos locais públicos não é inclusivo e alguns dos produtos de apoio, principalmente os que trabalham com som são ainda mal vistos pelas outras pessoas. Por essa razão, muitos portadores de deficiência sentem-se inúteis em relação aos outros e têm uma vida pouco ativa.
No entanto, têm começado a aparecer materiais inclusivos nalguns espaços públicos, que visam promover uma sociedaade inclusiva, em que todos fazem parte, independentemente das diferenças. Um exemplo é o Mosteiro da Batalha que tem um itinerário inclusivo que também conta com imagens em relevo, pictogramas e braille.
Comunicar de forma inclusiva não prejudica quem não necessita de ajudas, mas é uma grande mais valia para uma sociedade mais justa.