Livro inclusivo ‘A Rainha das Rosas’ distinguido com prémio Acesso Cultura


O livro multiformato ‘A Rainha das Rosas’ foi distinguido com o prémio Acesso Cultura 2018 na categoria Acessibilidade Integrada durante uma cerimónia que decorreu no dia 20 de junho na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.

‘A Rainha das Rosas’ tem na sua génese o conceito de livro para todos. Para tal ser possível, tem imagens em relevo, braille, letra aumentada e versão áudio para pessoas com baixa visão, pictogramas para indivíduos com incapacidade inteletual ou outra caraterística que os impeça de compreender o texto escrito e interpretação em Língua Gestual Portuguesa para que as crianças com surdez possam ter acesso à história, mesmo quando ainda não sabem ler.

O livro foi desenvolvido pelo CRID e por 96 crianças das escolas da Freguesia de Cortes que contribuíram através da criação da história, da ilustração e montagem do mesmo. Desde o seu lançamento, o CRID tem recebido convites de outras escolas para desenvolver projetos semelhantes.

Célia Sousa explica que “‘A Rainha das Rosas’ é adequado para desenvolver atividades de leitura com todas as crianças, colmatando assim uma grave e premente falha no mercado, que não tem em conta as diferentes necessidades deste público”. Este livro tem como principal objetivo ‘promover a participação ativa das crianças, permitindo uma utilização versátil com recurso a diferentes formatos de leitura’, conclui.

O prémio foi entregue a Célia Sousa do CRID e a Andreia dos Santos, representante das crianças, pais e encarregados de educação das escolas envolvidas.

Entrega do Prémio Acesso Cultura 2018

Momento em que Célia Sousa discursa aquando da entrega do Prémio Acesso Cultura 2018 na categoria Acessibilidade Integrada.#Inclusão #Prémio #AcessoCultura #AcessoCultura2018 #ARainhaDasRosas #CRID #LivroMultiformato #Multiformato #Braille #Audiolivro #Videolivro #ImagensEmRelevo #LetraAumentada #ComunicaçãoAumentativa #Acessibilidade #Pictogramas #SistemaPictográficoParaAComunicação #LínguaGestualPortuguesa #Cegueira #Surdez #BaixaVisão #Deficiência #IncapacidadeInteletual #BaixaLiteracia #Crianças

Publicado por CRID – Centro de Recursos para a Inclusão Digital em Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

Formação Externa – Iniciação ao Braille e produção de materiais inclusivos

No âmbito da missão do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. de promoção dos direitos das pessoas com deficiência, vai realizar-se nos próximos dias 28 e 29 de junho no auditório do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., em Lisboa, a ação de formação:

Iniciação ao Braille e produção de materiais inclusivos

Objetivos

• Reconhecer a importância do sistema braille no acesso à informação pelas pessoas com deficiência visual, enquadrando-o no seu contexto histórico;

• Compreender a lógica da simbologia braille para a língua portuguesa;

• Desenvolver competências elementares de leitura e escrita em braille;

• Identificar possibilidades de aplicação do braille no quotidiano das pessoas cegas e com baixa visão;

• Integrar os conhecimentos adquiridos na produção de materiais inclusivos para pessoas com deficiência visual.

Conteúdos Programáticos

• Breve história do sistema braille

• O braille como veículo de acessibilidade à comunicação e à informação pelas pessoas com deficiência visual (art.ª 9º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência);

• A célula braille como símbolo fundamental

• O alfabeto braille

• Formação de letras maiúsculas e algarismos

• Outros símbolos e sinais

• A utilização da máquina de escrever em braille

• Diferentes aplicações do braille em situações do quotidiano

• Potencialidades e limitações do braille na produção de materiais inclusivos.

Destinatários

• Quadros e técnicos da Administração Pública, Central e Local e de Organizações não governamentais.

• Colaboradores do setor comercial e de serviços

• Técnicos de Monumentos e museus bem como de outras atividades culturais

• Estudantes do Ensino Superior.

Formadora: Ana Patrícia Santos (INR, I.P.)

Nº de horas/ação: 14h

Data: 28 e 29 de junho

Local de formação: auditório do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. – Av. Conde de Valbom, 63 | Lisboa

As inscrições são efetuadas através do envio da ficha de inscrição até ao dia 27 de junho.

A ação de formação é gratuita, confere certificação, tem um número limitado de 14 formandos.

Alunas de Educação Básica visitam o CRID

Grupo de alunas em pé dentro do CRID enquanto ouvem o Luís

Um grupo de alunas da Licenciatura em Educação Básica visitou o CRID no dia 7 de junho.

As estudantes ficaram a conhecer os recursos que o centro dispõe, bem como o seu funcionamento. Para conhecerem melhor os equipamentos, para além da explicação por parte do dr. Luís, tiveram a oportunidade de os experimentar.

A visita sensibilizou as alunas para que saibam que existem formas de ajudar caso se venham a cruzar no seu futuro profissional com pessoas com deficiência.

Alunos de Mestrado em Comunicação Acessível entregam folhetos inclusivos

Alunos do Mestrado em Comunicação Acessível, professores e representantes da ESECS, do IPLeiria e dos Municípios de Porto de Mós e de Pombal juntos numa fotografia de grupo no palco do auditório onde se realizou a entrega dos folhetos inclusivos.

Decorreu na sexta-feira, 8 de maio, a entrega dos folhetos inclusivos realizados pelos estudantes do Mestrado em Comunicação Acessível. Os museus e monumentos abrangidos foram Castelo de Porto de Mós, o Castelo de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa (Pombal).

Na cerimónia estiveram presentes representantes dos municípios de Porto de Mós e de Pombal, que receberam os guiões multiformato diretamente dos alunos que os elaboraram.

Mais do que um trabalho de avaliação, esta atividade permitiu ajudar a tornar alguns espaços culturais mais acessíveis, já que os folhetos incluem braille, pictogramas, escrita simples e imagens em relevo.

As técnicas de comunicação aumentativa, quando aplicadas nos espaços museológicos, têm muitas vantagens, quer para os visitantes, quer para os museus ou monumentos.

Inicialmente, pensava-se que os guiões inclusivos se destinavam apenas às pessoas com deficiência. Porém, ao longo dos anos, verificou-se que estes são acedidos também por estrangeiros que não dominam a língua, por crianças pequenas e por idosos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola.

Os públicos que até então estavam esquecidos passam a frequentar museus e monumentos porque compreendem as mensagens a serem transmitidas e os espaços vêem o fluxo de visitantes a aumentar.

Workshop “Comunicar é possível para todos”

Painel de Oradores
“Comunicar é Possível para Todos”. Foi esta a principal mensagem que se pretendeu passar no workshop que se realizou no dia 18 de Abril no auditório 2 da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS). A iniciativa partiu do núcleo de Educação Social e tinha como objetivo angariar dinheiro para os alunos comprarem trajes académicos. O Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) não pôde deixar de participar.

O workshop abordou temas como a comunicação acessível, a língua gestual portuguesa e o braille, tendo como oradores a doutora Célia Sousa, o Dr. Luís Vicente e o Dr.Renato Coelho.

Para a doutora Célia Sousa, as pessoas “não precisam de dizer uma palavra para comunicar”. Só em Portugal existem mais de 68 000 indivíduos que não utilizam a linguagem verbal.

As formas alternativas de linguagem não são apenas destinadas a quem nasce com alguma deficiência. São também úteis para os turistas que não dominam a língua, para desenvolver a linguagem das crianças pequenas ou até mesmo para os idosos que têm baixa visão, demência ou baixa escolaridade.

No caso dos portadores de deficiência, estas ajudas vão permitir que se tornem mais autónomos porque podem comunicar as suas próprias ideias, escolhas e opiniões.

Se alguns produtos de apoio são caros, existem alternativas que se podem utilizar, como por exemplo miniaturas, objetos do dia a dia ou até mesmo cartões com pictogramas feitos em casa.

A maior dificuldade prende-se, porém, com a sociedade. A maior parte dos locais públicos não é inclusivo e alguns dos produtos de apoio, principalmente os que trabalham com som são ainda mal vistos pelas outras pessoas. Por essa razão, muitos portadores de deficiência sentem-se inúteis em relação aos outros e têm uma vida pouco ativa.

No entanto, têm começado a aparecer materiais inclusivos nalguns espaços públicos, que visam promover uma sociedade inclusiva, em que todos fazem parte, independentemente das diferenças. Um exemplo é o Mosteiro da Batalha que tem um itinerário inclusivo que também conta com imagens em relevo, pictogramas e braille.

Comunicar de forma inclusiva não prejudica quem não necessita de ajudas, mas é uma grande mais valia para uma sociedade mais justa.

“Mãos que lêem” em destaque no Jornal de Leiria

A biblioteca em braille criada pelo Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria (CRID) foi destaque no Jornal de Leiria. (09/12/2016)

Pode ler a notícia na íntegra aqui .