Alunas de Educação Básica visitam o CRID

Grupo de alunas em pé dentro do CRID enquanto ouvem o Luís

Um grupo de alunas da Licenciatura em Educação Básica visitou o CRID no dia 7 de junho.

As estudantes ficaram a conhecer os recursos que o centro dispõe, bem como o seu funcionamento. Para conhecerem melhor os equipamentos, para além da explicação por parte do dr. Luís, tiveram a oportunidade de os experimentar.

A visita sensibilizou as alunas para que saibam que existem formas de ajudar caso se venham a cruzar no seu futuro profissional com pessoas com deficiência.

CRID cria guião multiformato para a peça de teatro inclusiva ‘Pedro e Inês – Uma história de amor’

Pedro e Inês a dançar, dando as mãos esquerdas de cada um e olhando um para o outro com um sorriso nos lábios

O CRID foi convidado para ajudar a tornar inclusiva a peça de teatro Pedro e Inês – Uma história de amor, em parceria com o Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (CEERIA), o Instituto Nacional para a Reabilitação, a Câmara Municipal de Leiria e a Associação de Amigos de D. Pedro e D. Inês. A apresentação decorreu no Claustro do Museu de Leiria no passado dia 29 de maio.

Esta foi a primeira vez a nível nacional que uma peça de teatro teve um guião multiformato, que foi concebido pelo CRID e incluiu Pictogramas e Escrita Acessível, bem como Braille e Letra Aumentada. Durante o espetáculo, estiveram presentes intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, bem como uma audiodescritora que foi ouvida através de auriculares distribuidos à entrada.

Intérprete de Língua Gestual durante a peça

É importante salientar que a adaptação de espetáculos não se destina apenas a pessoas com deficiência. A população portuguesa atual está bastante envelhecida, o que quer dizer que há dificuldades inerentes ao aumento da idade, como por exemplo as dificuldades de visão. Para além disso, muitos dos idosos de hoje não frequentaram a escola, tendo dificuldades de interpretação. E é fácil encontrar outros exemplos de grupos beneficiados com estas adaptações, tais como as crianças pequenas ou os estrangeiros que não conhecem a língua portuguesa.

O elenco do espetáculo era formado maioritariamente por pessoas com incapacidade inteletual pertencentes ao CEERIA, o que ajudou a desmistificar a ideia de que os produtos culturais são criados apenas “por e para” pessoas sem qualquer tipo de incapacidade física ou inteletual.

Fim do espetáculo, com o elenco de mãos dadas acima da cabeça a gritar pelo amor de D. Pedro e D. Inês

Porém, no debate que sucedeu a apresentação, os intervenientes defenderam que os produtores culturais raramente pensam na acessibilidade. É preciso, por essa razão, incutir a ideia de que, apesar de a adaptação encarecer em cerca de 10 por cento os espetáculos, vai ser vantajoso para os mesmos.

A explicação assenta no raciocínio de que muitas pessoas com deficiência ou com baixa literacia não frequentam de forma ativa a vida cultural porque não conseguem ter acesso aos produtos que gostariam. Desta forma, se houvesse mais oferta inclusiva, aumentaria o número de espetadores e, consequentemente, as receitas monetárias.

Esta peça de teatro foi, portanto, um passo no longo caminho que ainda falta percorrer para uma sociedade inclusiva.

A Diferença Somos Nós

No dia 24 de maio, teve lugar na ESECS o evento ‘A Diferença Somos Nós’, organizado pelos alunos de Educação Social e Serviço social.

Durante todo o dia tiveram lugar diversas atividades cujo objetivo era sensibilizar para a inclusão.

Duas raparigas a desenhar com olhos vendados para simular a cegueira.

A temática não se esgotou na deficiência, pretendendo também abordar a inclusão das pessoas de países e ambientes culturais diferentes.

No evento, os participantes puderam colocar-se no lugar do outro, simulando a realização de algumas atividades com deficiências motoras e visuais, de modo a compreender as dificuldades vividas pelas pessoas com mobilidade reduzida e cegueira.

Rapariga de Cadeira de Rodas com pesos nos pulsos e os ombros e os tornozelos atados com lenços, de modo a simular a mobilidade reduzida. A rapariga está a descer uma rampa e uma senhora e outra rapariga estão a ajudá-la a descer.

Para abordar as outras deficiências, havia um jogo de tabuleiro gigante em que as pessoas eram os peões e tinham de responder a perguntas à medida que avançavam.

Grupo de raparigas a jogar num tabuleiro gigante, feito de plástico, que se assemelha a um tapete gigante esticado no chão. Na imagem o dado, que é feito de papel, tem a face com os 4 pontos voltada para cima, o que quer dizer que quem o lançou vai avançar 4 casas. A rapariga que vai avançar anda de cadeira de rodas e está a ser empurrada por uma das raparigas de um dos cursos que organizou o evento.

De modo a desmistificar a ideia de que as pessoas com deficiência não têm sexualidade, um grupo de alunas criou uma exposição fotográfica sobre o tema.

Grupo de alunas que organizou a exposição fotográfica na zona onde a mesma está exposta.

Já no auditório 1, alguns dos alunos apresentaram vídeos realizados pelos mesmos, relacionados quer com cidadãos de nacionalidades estrangeiras, quer com pessoas com deficiência.

Durante a tarde, no mesmo auditório, os Bombeiros da Corporação de Freixianda realizaram uma palestra em que ensinaram manobras de primeiros socorros.

Demonstração de primeiros socorros

Alunos de Educação Básica visitam o CRID

Grupo de alunos do curso de Educação Básica a ouvir a explicação do Luís sobre o CRID

Um grupo de alunos da Licenciatura em Educação Básica da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS) visitou o CRID no dia 24 de maio.

Apesar de alguns dos estudantes já conhecerem o CRID, a visita ajudou a aprender ainda mais sobre o seu funcionamento e a esclarecer algumas dúvidas existentes.

No final, ficou uma certeza: se, no futuro, um destes alunos se cruzar profissionalmente com uma criança com deficiência, vai saber que existem possibilidades de melhorar a sua comunicação e, consequentemente, promover a sua inclusão na sociedade.

Alunas do TESP Intervenção em Espaços Educativos Visitam o CRID

Grupo de alunas do TESP Intervenção em Espaços Educativos a ouvir o Luís explicar o funcionamento do CRID

Um grupo de alunas do Curso Técnico Superior Profissional em Intervenção em Espaços Educativos vistitaram o CRID no dia 23 de maio.

As estudantes da ESECS ficaram a conhecer melhor o espaço do CRID, bem como os produtos de apoio disponíveis.

Durante a visita, foram colocando várias questões, o que demonstrou o seu interesse pelo tema da inclusão.

No final, ficaram mais esclarecidas sobre como atuar caso venham a trabalhar com crianças com deficiência.

Everyone a Changemaker

Doutora Célia durante a sua participação nos 'Ashoka Talks' no evento Everyone a Changemaker
Célia Sousa, coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) participou nos ‘Ashoka Talks’ do segundo dia do ‘Everyone is a Changemaker’, um evento que consistiu na apresentação de projetos de empreendedorismo social.
O evento realizou-se entre os dias 7 e 9 de Maio, em Lisboa, Leiria e Porto, respetivamente. ‘Everyone a Changemaker’ teve como promotores o Instituto Politécnico de Leiria, a Universidade Católica Portuguesa, a Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, a Fundação Montepio, a Ashoka e o Instituto Padre António Vieira.
Cada dia incluiu workshops de manhã e ‘Ashoka Talks’ à tarde, em que os oradores contaram com 10 minutos para apresentar os seu projetos, utilizando um estilo parecido aos ‘Ted Talks’, o que conferiu um ambiente informal e fez com que os convidados pudessem ser criativos, favorecendo o interesse da plateia.
‘Juntos pela inclusão’ foi a expressão chave da comunicação de Célia Sousa, que teve o objetivo de mostrar como é que o CRID, que começou como um “sonho”, se tornou no “farol da inclusão de Leiria”. Foram abordados os projetos que o Centro de Recursos para a Inclusão Digital já criou, bem como as necessidades e a falta de resposta por parte da sociedade que ainda existem. No final, foi transmitido que, apesar de haver um longo caminho a percorrer, o “sonho” ainda persiste e o CRID vai continuar a fazer tudo aquilo que conseguir para tornar a sociedade mais inclusiva.
Os outros oradores também apresentaram projetos de esperança, inclusão e inovação social, desde escolas que estão a criar formas diferentes de abordar os currículos, a projetos de inclusão de estrangeiros, daltónicos ou até mesmo reclusos.
Alguns dos palestrantes fazem parte da rede internacional de “Ashoka Fellows”, que inclui empreendedores sociais que passaram por um processo em que, pelo seu valioso contributo à sociedade, foram eleitos para fazer parte desse grupo.
Porém, para conseguir fazer mudanças é necessário transmitir a ideia a quem tem o poder de a ajudar a tornar realidade. Daí, se ter abordado a importância de possuir o máximo possível de ligações com pessoas relevantes. O ideal é existir uma rede de contactos onde cada pessoa conhece vários indivíduos de diferentes áreas profissionais, grupos sociais, entre outras categorias. Desta forma, é mais fácil conseguir atingir os objetivos de empreendedorismo social.
Este evento foi uma oportunidade de conhecer outros projetos, nacionais e internacionais, e dar a conhecer o CRID, para que no futuro exista uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos se sentem parte dela e podem desenvolver o seu potencial.