Alunas de Educação Básica visitam o CRID

Grupo de alunas em pé dentro do CRID enquanto ouvem o Luís

Um grupo de alunas da Licenciatura em Educação Básica visitou o CRID no dia 7 de junho.

As estudantes ficaram a conhecer os recursos que o centro dispõe, bem como o seu funcionamento. Para conhecerem melhor os equipamentos, para além da explicação por parte do dr. Luís, tiveram a oportunidade de os experimentar.

A visita sensibilizou as alunas para que saibam que existem formas de ajudar caso se venham a cruzar no seu futuro profissional com pessoas com deficiência.

Alunos de Mestrado em Comunicação Acessível entregam folhetos inclusivos

Alunos do Mestrado em Comunicação Acessível, professores e representantes da ESECS, do IPLeiria e dos Municípios de Porto de Mós e de Pombal juntos numa fotografia de grupo no palco do auditório onde se realizou a entrega dos folhetos inclusivos.

Decorreu na sexta-feira, 8 de maio, a entrega dos folhetos inclusivos realizados pelos estudantes do Mestrado em Comunicação Acessível. Os museus e monumentos abrangidos foram Castelo de Porto de Mós, o Castelo de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa (Pombal).

Na cerimónia estiveram presentes representantes dos municípios de Porto de Mós e de Pombal, que receberam os guiões multiformato diretamente dos alunos que os elaboraram.

Mais do que um trabalho de avaliação, esta atividade permitiu ajudar a tornar alguns espaços culturais mais acessíveis, já que os folhetos incluem braille, pictogramas, escrita simples e imagens em relevo.

As técnicas de comunicação aumentativa, quando aplicadas nos espaços museológicos, têm muitas vantagens, quer para os visitantes, quer para os museus ou monumentos.

Inicialmente, pensava-se que os guiões inclusivos se destinavam apenas às pessoas com deficiência. Porém, ao longo dos anos, verificou-se que estes são acedidos também por estrangeiros que não dominam a língua, por crianças pequenas e por idosos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola.

Os públicos que até então estavam esquecidos passam a frequentar museus e monumentos porque compreendem as mensagens a serem transmitidas e os espaços vêem o fluxo de visitantes a aumentar.

CRID cria guião multiformato para a peça de teatro inclusiva ‘Pedro e Inês – Uma história de amor’

Pedro e Inês a dançar, dando as mãos esquerdas de cada um e olhando um para o outro com um sorriso nos lábios

O CRID foi convidado para ajudar a tornar inclusiva a peça de teatro Pedro e Inês – Uma história de amor, em parceria com o Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (CEERIA), o Instituto Nacional para a Reabilitação, a Câmara Municipal de Leiria e a Associação de Amigos de D. Pedro e D. Inês. A apresentação decorreu no Claustro do Museu de Leiria no passado dia 29 de maio.

Esta foi a primeira vez a nível nacional que uma peça de teatro teve um guião multiformato, que foi concebido pelo CRID e incluiu Pictogramas e Escrita Acessível, bem como Braille e Letra Aumentada. Durante o espetáculo, estiveram presentes intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, bem como uma audiodescritora que foi ouvida através de auriculares distribuidos à entrada.

Intérprete de Língua Gestual durante a peça

É importante salientar que a adaptação de espetáculos não se destina apenas a pessoas com deficiência. A população portuguesa atual está bastante envelhecida, o que quer dizer que há dificuldades inerentes ao aumento da idade, como por exemplo as dificuldades de visão. Para além disso, muitos dos idosos de hoje não frequentaram a escola, tendo dificuldades de interpretação. E é fácil encontrar outros exemplos de grupos beneficiados com estas adaptações, tais como as crianças pequenas ou os estrangeiros que não conhecem a língua portuguesa.

O elenco do espetáculo era formado maioritariamente por pessoas com incapacidade inteletual pertencentes ao CEERIA, o que ajudou a desmistificar a ideia de que os produtos culturais são criados apenas “por e para” pessoas sem qualquer tipo de incapacidade física ou inteletual.

Fim do espetáculo, com o elenco de mãos dadas acima da cabeça a gritar pelo amor de D. Pedro e D. Inês

Porém, no debate que sucedeu a apresentação, os intervenientes defenderam que os produtores culturais raramente pensam na acessibilidade. É preciso, por essa razão, incutir a ideia de que, apesar de a adaptação encarecer em cerca de 10 por cento os espetáculos, vai ser vantajoso para os mesmos.

A explicação assenta no raciocínio de que muitas pessoas com deficiência ou com baixa literacia não frequentam de forma ativa a vida cultural porque não conseguem ter acesso aos produtos que gostariam. Desta forma, se houvesse mais oferta inclusiva, aumentaria o número de espetadores e, consequentemente, as receitas monetárias.

Esta peça de teatro foi, portanto, um passo no longo caminho que ainda falta percorrer para uma sociedade inclusiva.

A Diferença Somos Nós

No dia 24 de maio, teve lugar na ESECS o evento ‘A Diferença Somos Nós’, organizado pelos alunos de Educação Social e Serviço social.

Durante todo o dia tiveram lugar diversas atividades cujo objetivo era sensibilizar para a inclusão.

Duas raparigas a desenhar com olhos vendados para simular a cegueira.

A temática não se esgotou na deficiência, pretendendo também abordar a inclusão das pessoas de países e ambientes culturais diferentes.

No evento, os participantes puderam colocar-se no lugar do outro, simulando a realização de algumas atividades com deficiências motoras e visuais, de modo a compreender as dificuldades vividas pelas pessoas com mobilidade reduzida e cegueira.

Rapariga de Cadeira de Rodas com pesos nos pulsos e os ombros e os tornozelos atados com lenços, de modo a simular a mobilidade reduzida. A rapariga está a descer uma rampa e uma senhora e outra rapariga estão a ajudá-la a descer.

Para abordar as outras deficiências, havia um jogo de tabuleiro gigante em que as pessoas eram os peões e tinham de responder a perguntas à medida que avançavam.

Grupo de raparigas a jogar num tabuleiro gigante, feito de plástico, que se assemelha a um tapete gigante esticado no chão. Na imagem o dado, que é feito de papel, tem a face com os 4 pontos voltada para cima, o que quer dizer que quem o lançou vai avançar 4 casas. A rapariga que vai avançar anda de cadeira de rodas e está a ser empurrada por uma das raparigas de um dos cursos que organizou o evento.

De modo a desmistificar a ideia de que as pessoas com deficiência não têm sexualidade, um grupo de alunas criou uma exposição fotográfica sobre o tema.

Grupo de alunas que organizou a exposição fotográfica na zona onde a mesma está exposta.

Já no auditório 1, alguns dos alunos apresentaram vídeos realizados pelos mesmos, relacionados quer com cidadãos de nacionalidades estrangeiras, quer com pessoas com deficiência.

Durante a tarde, no mesmo auditório, os Bombeiros da Corporação de Freixianda realizaram uma palestra em que ensinaram manobras de primeiros socorros.

Demonstração de primeiros socorros

Alunas do TESP Intervenção em Espaços Educativos Visitam o CRID

Grupo de alunas do TESP Intervenção em Espaços Educativos a ouvir o Luís explicar o funcionamento do CRID

Um grupo de alunas do Curso Técnico Superior Profissional em Intervenção em Espaços Educativos vistitaram o CRID no dia 23 de maio.

As estudantes da ESECS ficaram a conhecer melhor o espaço do CRID, bem como os produtos de apoio disponíveis.

Durante a visita, foram colocando várias questões, o que demonstrou o seu interesse pelo tema da inclusão.

No final, ficaram mais esclarecidas sobre como atuar caso venham a trabalhar com crianças com deficiência.

Alunos da EPAMG visitam o CRID

Alunos da EPAMG a ver documentos escritos em braille

Um grupo de alunos dos cursos de Técnico de Apoio Psicossocial e de Acompanhante de Crianças da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) visitou o CRID no dia 11 de Maio.

Os estudantes receberam uma visita guiada onde foi transmitida a importância de uma comunicação inclusiva. O grupo viu as diferentes ferramentas e equipamentos de que o CRID dispõe. À medida que foram passando pelas diferentes “estações”, puderam experimentar alguns recursos, tais como jogos de computador, controlos acessíveis e até documentos escritos em braille.

Sendo os alunos de áreas de estudo em que existe grande probabilidade de se virem a cruzar profissionalmente com pessoas com deficiências e/ou dificuldades cognitivas, torna-se ainda mais relevante o contacto com ferramentas de inclusão na fase de formação.

No final, os jovens ficaram esclarecidos sobre algumas dúvidas que tinham sobre produtos de apoio e ficaram a conhecer ferramentas de que nunca tinham ouvido falar.

Em suma, os alunos tiveram uma experiência enriquecedora que os vai ajudar no futuro, não apenas nas suas vidas profissionais, mas também pessoalmente.

3º Encontro Sobre Inclusão Em Contexto Escolar

Imagem com mãos com sorrisos a representar pessoas, incluindo uma em cadeira de rodas. Tem as seguintes palavras: 3º Encontro sobre Inclusão em Contexto Escolar.
Decorreu nos dias 21 e 28 de Abril o “3º Encontro Sobre Inclusão Em Contexto Escolar”, que consistiu em seis painéis temáticos onde foram apresentados e discutidos os seguintes temas:
• Enquadramento Legal da Educação Inclusiva: o que há de novo?
• Modelo de Intervenção Multinível
• Desenho Universal para a Aprendizagem
• Flexibilidade Curricular e Equipas Multidisciplinares
• Normas Transitórias e Centros de Apoio à Aprendizagem
• Agrupamento de Escolas da Batalha
• Agrupamento de Escolas de Colmeias
• Potencialidades dos cães de assistência ajuda social
• Conceitos, Razões e Caminhos para uma Educação Inclusiva
• Associação Portuguesa de Musicoterapia
• Qualidade de Vida:Gestão da Mudança e Mudança da Consciência!
• Programa de Educação Afetivo-Sexual “Átomo”
• E se entrasse numa livraria e pedisse um livro mi«ultiformato?
• Projeto All Dance
Durante o encontro fomos brindados por dois momentos culturais: uma boysband da CERCILEI e a peça de teatro “A Tasca do Tio Gonçalo” da APPDA e do grupo Leirilena Teatro.
O curso teve como destinatários docentes, técnicos (psicólogos, terapeutas, assistentes sociais), assistentes operacionais, encarregados de educação e população em geral, sendo que o pessoal docente/ não docente das escolas/agrupamentos teve a formação creditada pelo CCPFC e pela DGAE.