Alunos de Mestrado em Comunicação Acessível entregam folhetos inclusivos

Alunos do Mestrado em Comunicação Acessível, professores e representantes da ESECS, do IPLeiria e dos Municípios de Porto de Mós e de Pombal juntos numa fotografia de grupo no palco do auditório onde se realizou a entrega dos folhetos inclusivos.

Decorreu na sexta-feira, 8 de maio, a entrega dos folhetos inclusivos realizados pelos estudantes do Mestrado em Comunicação Acessível. Os museus e monumentos abrangidos foram Castelo de Porto de Mós, o Castelo de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa (Pombal).

Na cerimónia estiveram presentes representantes dos municípios de Porto de Mós e de Pombal, que receberam os guiões multiformato diretamente dos alunos que os elaboraram.

Mais do que um trabalho de avaliação, esta atividade permitiu ajudar a tornar alguns espaços culturais mais acessíveis, já que os folhetos incluem braille, pictogramas, escrita simples e imagens em relevo.

As técnicas de comunicação aumentativa, quando aplicadas nos espaços museológicos, têm muitas vantagens, quer para os visitantes, quer para os museus ou monumentos.

Inicialmente, pensava-se que os guiões inclusivos se destinavam apenas às pessoas com deficiência. Porém, ao longo dos anos, verificou-se que estes são acedidos também por estrangeiros que não dominam a língua, por crianças pequenas e por idosos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola.

Os públicos que até então estavam esquecidos passam a frequentar museus e monumentos porque compreendem as mensagens a serem transmitidas e os espaços vêem o fluxo de visitantes a aumentar.

A Diferença Somos Nós

No dia 24 de maio, teve lugar na ESECS o evento ‘A Diferença Somos Nós’, organizado pelos alunos de Educação Social e Serviço social.

Durante todo o dia tiveram lugar diversas atividades cujo objetivo era sensibilizar para a inclusão.

Duas raparigas a desenhar com olhos vendados para simular a cegueira.

A temática não se esgotou na deficiência, pretendendo também abordar a inclusão das pessoas de países e ambientes culturais diferentes.

No evento, os participantes puderam colocar-se no lugar do outro, simulando a realização de algumas atividades com deficiências motoras e visuais, de modo a compreender as dificuldades vividas pelas pessoas com mobilidade reduzida e cegueira.

Rapariga de Cadeira de Rodas com pesos nos pulsos e os ombros e os tornozelos atados com lenços, de modo a simular a mobilidade reduzida. A rapariga está a descer uma rampa e uma senhora e outra rapariga estão a ajudá-la a descer.

Para abordar as outras deficiências, havia um jogo de tabuleiro gigante em que as pessoas eram os peões e tinham de responder a perguntas à medida que avançavam.

Grupo de raparigas a jogar num tabuleiro gigante, feito de plástico, que se assemelha a um tapete gigante esticado no chão. Na imagem o dado, que é feito de papel, tem a face com os 4 pontos voltada para cima, o que quer dizer que quem o lançou vai avançar 4 casas. A rapariga que vai avançar anda de cadeira de rodas e está a ser empurrada por uma das raparigas de um dos cursos que organizou o evento.

De modo a desmistificar a ideia de que as pessoas com deficiência não têm sexualidade, um grupo de alunas criou uma exposição fotográfica sobre o tema.

Grupo de alunas que organizou a exposição fotográfica na zona onde a mesma está exposta.

Já no auditório 1, alguns dos alunos apresentaram vídeos realizados pelos mesmos, relacionados quer com cidadãos de nacionalidades estrangeiras, quer com pessoas com deficiência.

Durante a tarde, no mesmo auditório, os Bombeiros da Corporação de Freixianda realizaram uma palestra em que ensinaram manobras de primeiros socorros.

Demonstração de primeiros socorros